Dizia o Vasco Santana no famoso filme "Canção de Lisboa": "Chapéus há muitos, seu palerma!".
E na altura havia, de facto, muitos chapéus. Era um hábito senhores e senhoras trajarem com chapéu. Fazia parte dos bons costumes tirar o chapéu a algumas pessoas, e ainda se ouve por aí, ocasionalmente, que algo muito bom é "de se lhe tirar o chapéu".
Ora, nada disto tem a ver com o facto de eu gostar de molas, mas tem muito a ver com a minha pessoa. Gosto de tradições, de costumes, sou um agarrado às pessoas, aos locais, às sensações e às memórias, e gosto de coleccionar coisas.
E calha de gostar de molas. Molas de todo o tipo... pequenas, grandes, extensíveis, flexíveis, rígidas, barulhentas, coloridas... enfim, espirais metálicas de todos os tamanhos, tipos e feitios.
Andar numa mola transporta-me a um local feliz, a uma sensação de prazer infantil, de doce irresponsabilidade e despreocupação. E já que me dá tanto prazer, porque não registar esses momentos para a posteridade? E porque não fazer das molas uma colecção de experiências?
E, porque acredito que, onde há molas, as crianças são mais felizes, decidi começar a minha colecção de molas do mundo, alimentá-la e partilhá-la convosco.
Espero que gostem, que comentem, que partilhem e, acima de tudo, que sejam felizes! (principalmente se houver molas por perto)
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